segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Tradutores paranaenses conquistam espaço

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Tradutores paranaenses conquistam espaço no mercado editorial, concentrado em São Paulo e Rio de Janeiro


Curitiba, já faz tempo, é apontada como uma cidade literária. Mais que isso: o Paraná é um estado com tradição e presença no mapa da literatura brasileira. Escritores como Dalton Trevisan, Paulo Leminski, Alice Ruiz, Do­­mingos Pellegrini e Miguel San­­ches Neto têm os seus livros publicados por editoras de repercussão nacional.

Mas os paranaenses também se fazem presentes no circuito literário nacional devido a uma outra atividade: a tradução.

Caetano Waldrigues Galindo é um tradutor que, em anos recentes, passou a ser solicitado por editoras paulistanas. Para a Companhia das Letras, uma das mais importantes casas editoriais brasileiras, ele traduziu (este ano) Hotel Mundo, de Ali Smith. A pedido da Companhia, traduz, neste momento, Vício Inerente, de Thomas Pynchon e, em parceria com o curitibano Christian Schwartz, realiza a tradução de letras de Lou Reed para um futuro livro.

Galindo, Schwartz e outros tradutores paranaenses (ou radicados no Paraná) vertem ao português textos de ficção que estão, a cada dois meses, na revista Arte & Letra: Estórias, publicação curitibana apontada como uma vitrine para tradutores (além disso, a revista também publica originais, inclusive de autores brasileiros).

Existiria um movimento ou grupo de tradutores em Curitiba, no Paraná? Galindo responde, e a resposta é compartilhada por outros tradutores consultados pela Gazeta do Povo: “Na boa, isso é meio que um negócio solitário mesmo. Eu e o Christian, agora, trabalhando juntos (no projeto do Lou Reed), andamos trocando umas ideias. Mas em geral acho que a empresa (a tradução) é isolada.”

Um exemplo poético

A trajetória do londrinense Ro­­drigo Garcia Lopes exemplifica uma possibilidade para quem pretende ser tradutor no Brasil. Hoje com 44 anos, ele começou a traduzir no mesmo momento em que começou a escrever poesia, em 1982, com 17 anos. Nas páginas do extinto suplemento Leitura, da Folha de Londrina, ele (em parceria com Maurício de Arruda Mendonça) assinou uma tradução para fragmentos de Uivo, de Allen Ginsberg.

Desde então, traduziu mais de 200 poemas, de 200 autores, o que daria um livro (projeto que ele não descarta de vir a ser realizado). Lopes, seguindo uma su­­gestão do poeta Ezra Pound, optou pela tradução como uma maneira de aprender a escrever poesia. Já publicou seis livros, dois deles muito badalados: Fo­­lhas de Relva, de Walt Whitman, e Ariel, de Sylvia Plath (em parceria com Maria Cristina Lenz de Macedo).

Ele acredita que um tradutor tem de ser, simultaneamente, um leitor e um escritor, opinião compartilhada por outros profissionais. “Afinal, o tradutor tem de conhecer, e entender, os dois idiomas, de onde ‘saiu’ e para ‘onde’ irá o texto”, diz. O poeta e tradutor acrescenta que o tradutor não pode impor a sua própria voz, mas também não deve se esconder demais. “Na tradução, não se deve ‘trair’ de mais, nem de menos”, afirma.

Uma arte refinada

Roberto Mugiatti, curitibano ra­­dicado no Rio de Janeiro, cita uma frase de Paulo Henriques Britto (renomado tradutor) a respeito do ofício: “A gente só lê bem um livro se está fazendo a tradução.” A afirmação aponta para uma questão importante: o tradutor precisa ler atentamente a obra que está traduzindo, leitura essa que inclui contextualização histórica do período em que o texto original foi escrito (para evitar, por exemplo, equívocos a respeito de expressões coloquiais). Muggiati já traduziu mais de 60 livros, entre os quais alguns de John Fante, como Per­gunte ao Pó, que anteriormente havia sido traduzido por outro curitibano, o poeta Paulo Le­­minski.

Leminski é considerado um tradutor ousado. Ele traduziu livros de John Lennon e Samuel Beckett, e costumava praticar a transcriação (uma espécie de recriação do texto original). Cae­­tano Galindo acredita que a tradução, de maneira geral, é um jogo que envolve a criatividade. “Ler uma tradução é ouvir uma história contada pela segunda vez, por outra pessoa. É ler o mesmo livro, escrito de novo, por outro escritor (o tradutor)”, afirma.

Natural

A tradutora Márcia de Carvalho Saliba observa que a boa tradução é aquela que soa natural, que não deixa o eco do idioma original. “A tradução ruim, ao contrário, me lembra a cada linha, a cada palavra, que o texto não foi escrito em português”, argumenta. Sandra Stroparo, que acaba de traduzir Viagem Em Volta do Meu Quarto, de Xavier de Maistre, projeto encomendado por uma empresa curitibana, mas viabilizado pela Hedra (SP), diz algo que é vital para os tradutores: “É o mercado, a demanda das editoras, que define (a atividade de um tradutor)”.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

IBM desenvolve tradutor para smartphone

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Aplicativo n.Fluent funciona em BlackBerry e converte texto entre 12 línguas, incluindo português.

Pesquisadores da IBM anunciaram a criação de um software para smartphone que traduz texto entre 12 línguas, incluindo o português.

Utilizado internamente desde agosto de 2008, o n.Fluent é um sistema de tradução segura em tempo real que converte textos de páginas web, documentos eletrônicos e de mensagens instantâneas enviadas e recebidas pelo mensageiro Sametime, e que pode ser instalada como aplicação móvel para o BlackBerry.

As línguas para as quais há tradução, além do português, são inglês, chinês, coreano, japonês, francês, italiano, russo, alemão, espanhol, italiano e árabe.

De acordo com a IBM, o n.Fluent foi desenvolvido a partir de um projeto interno da IBM no qual os quase 400 mil funcionários da empresa, de 170 países, puderam participar enviando, atualizando e refinando traduções de forma contínua.

Toda vez que era usado, o n.Fluent "aprende" e melhora seu motor de tradução. Até hoje, diz a IBM, a ferramenta foi usada por funcionários para traduzir mais de 40 milhões de palavras.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

YouTube agora transcreve som em legenda

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Em um vídeo explicativo, o Google anunciou, hoje, que o YouTube já faz uso de uma nova tecnologia de transcrição de legendas.

As “legendas automáticas” já estão disponíveis em alguns vídeos educacionais e na maioria dos canais do Google, mas devem ser expandidas para todas as mídias do site em pouco tempo, segundo comunicado do engenheiro de software da companhia, Ken Harrenstien.

A transcrição ocorre a partir de um único clique. Para ouvir as legendas de um vídeo que faz uso do recurso, o usuário precisa apenas acionar o botão “Transcrever áudio”, ao lado das opções de vídeo, no canto direito.

O site usa a tecnologia do serviço de VoIP Google Voice (os algoritmos speech-to-text) para transformar os sons em conteúdos escritos, transmitidos na mesma hora. Há ainda, no mesmo ícone de opções, a possibilidade de traduzir o texto para outro idioma.

Desta maneira, se um usuário brasileiro quiser ler a tradução de um vídeo em sueco, por exemplo, poderá assim fazer. O Google avisa, porém, que nem sempre as traduções são claras.

Legendas manuais

Outro recurso apresentado nesta quinta-feira foi a capacidade dos usuários inserirem legendas manualmente, contando com o sincronismo do Google.

Válida para todos desde hoje, a ferramenta permite que os donos de vídeos subam os textos das mídias pelo botão “Adicionar legenda” e, em seguida, o YouTube insere as falas nos momentos correspondentes.

Neste módulo de inserção de legendas, a tecnologia do Google demora alguns minutos para finalizar a sincronia dos textos nos vídeos.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Uma boa tradução pode ser uma “arma” positiva no marketing e nos negócios

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A necessidade de um bom diálogo e entender o próximo é uma questão muito antiga e vem desde os primórdios do homem, principalmente pelas práticas comerciais. Hoje, essa necessidade está cada vez mais acentuada e a globalização, junto com a evolução das tecnologias e meios de comunicação, provoca a obrigação de países, corporações e pessoas, em buscar se entender cada vez melhor.

Só que, diferentes idiomas e sotaques requerem cuidados para que não aja confusão e deslizes na hora de entender a mensagem de países diferentes. O que ainda acontece muito. Aí, é que entra a importância de uma boa tradução. O entendimento claro e correto da informação de outro idioma pode fazer a diferença, por exemplo, em uma estratégia de marketing ou no esclarecimento de um contrato internacional.

Confira a entrevista com a tradutora e coordenadora da Área de Traduções do CLL, Lucía Rodríguez, sobre as dificuldades mais comuns na tradução e formas de aplicações diferenciadas no marketing.

Quais as principais diferenças entre as traduções feitas para Inglaterra, Estados Unidos, Espanha e países latinos?

A principal diferença está no vocabulário. O idioma é o mesmo, mas há palavras que não tem o mesmo significado em um país e no outro. Na América Latina, o idioma principal é o espanhol, mas esse mesmo espanhol muda um pouco de país a pais, não somente o sotaque, mas também o significado de várias palavras.

No inglês dos Estados Unidos e da Inglaterra é a mesma diferença. Tem jeitos diferentes de chamar certas coisas. Por exemplo, na Inglaterra, as calças são chamadas "trousers", enquanto nos EUA, são conhecidas como "pants". Assim também há diferenças na Espanha e América Latina quanto à palavra Internet. Enquanto na Espanha falam "el internet", na América Latina dizem "la internet".

Provavelmente, todos irão entender do que se trata, mas a tradução não estaria correta para aquele país. E é aí que entra uma diferença gritante entre quem sabe fazer e quem faz de conta que sabe fazer. E isso deveria pesar muito na hora da escolha de um profissional.

Quais os cuidados que se deve ter ao fazer uma tradução formal e uma informal? Onde cada uma delas é aceita?

Todos os idiomas têm um jeito formal e informal de falar/escrever. A América Latina costuma usar mais o "tu" (informal) que a Espanha. Se a tradução for um slogan de marketing, o mais provável é que seja informal, já que procura aproximar-se ao público em geral. Tem traduções que requerem mais formalidade. Para não errar, é preciso conhecer o público, o tipo de tradução que é e também o quê é requerido pelo solicitante da tradução. Muitas vezes eles são os que dizem como querem a tradução.

Por falar em marketing, como deve ser a tradução para essa área?

As traduções para a área de marketing podem ser mais difíceis. Em uma tradução muito literal de um trabalho de marketing é difícil conseguir a fluidez do texto. Frases de marketing podem ser muito complicadas também.

O "slogan" pode mudar muito de uma língua para outra para fazer mais sentido para aquele público-alvo. Uma tradução de marketing precisa de criatividade por parte do tradutor. Isso não quer dizer que ele pode mudar o que está escrito, mas com criatividade podem surgir ainda mais idéias para uma tradução de marketing. Por isso, o ideal é o contato e a troca de idéias entre o criativo e o tradutor, para "afinar" a percepção do conceito.

Quais os maiores erros de tradução?

Existem erros quando a tradução é feita de uma forma literal. Geralmente esse tipo de erro é cometido por um tradutor que está apenas começando ou quando não se entende bem o modismo. Um exemplo disso, em inglês, é o jeito coloquial de falar "oi", ou seja, "What's up".

A tradução correta no português seria "E aí?", mas um erro comum se o tradutor não sabe que "what's up" é um jeito de falar oi, seria ele traduzir como "O que tem lá em cima?", o que tiraria complementamente o sentido do texto. Aqui, podemos aproveitar o mesmo exemplo, e citar o caso do Presidente do México, que ao discursar em um estádio brasileiro tentava falar hoje, mas dizia Hoy, e era saudado pela torcida com um sonoro Oi, não entendendo o que estava ocorrendo.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

O que representa um nome? Mais do que você pode imaginar

Uma empresa de traduções com sede em Londres está oferecendo a futuros pais a oportunidade de pesquisar o significado em outras línguas...


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Google implementa tradução simultânea em ferramenta

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Nesta segunda-feira (16), o Google lançou a nova versão de sua ferramenta Google Tradutor (ou Translate, na versão norte-americana original). Entre as novidades apresentadas, a tradução simultânea, recurso de leitura de caracteres em alfabeto romano e a opção de ouvir a expressão em inglês quando se traduz para esse idioma.

Além do novo visual, a função que mais chama atenção é a da tradução simultânea. Escreva qualquer coisa e a ferramenta traduz na língua desejada em tempo real, tornando desnecessário o uso do botão "traduzir" (embora ele permaneça sendo exibido). Para quem escreve rápido, é preciso um pouco de paciência, já que o site não chega a ser tão ágil e pode precisar da frase inteira para estabelecer o real sentido da sentença.

Outro recurso útil é a habilidade de exibir traduções de certas línguas em caracteres romanos. Por exemplo, é possível traduzir para o japonês a frase "conheça o portal da Band" e obter como resultado "pōtaruno bando nitsuite" em vez dos caracteres orientais.

"Esperamos que essas melhorias tornem mais fáceis e divertidos a leitura, aprendizado e comunicação com línguas estrangeiras", afirmou Awaneesh Verma, gerente de produtos do Google, em um post do blog oficial da empresa. O Tradutor oferece atualmente 51 línguas, representando "mais de 98% dos usuários da internet" e combinando em 2.550 pares de traduções.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Cisco enfrenta dificuldade para desenvolver tradução instantânea

Sistema que adiciona legenda em videoconferências ou voz digital em outra língua está sendo mais difícil de desenvolver do que o esperado, afirma a empresa.

As traduções em tempo real de encontros virtuais da Cisco Systems, que a empresa havia prometido para 2009, estão se mostrando muito mais difíceis do que a companhia esperava.

A tecnologia, que vai combinar reconhecimento de voz, mecanismo de tradução e conversação texto-para-fala, foi demonstrada durante a conferência Cisco C-Scape em Dezembro de 2008. A empresa planejava colocar o produto no mercado no segundo semestre de 2009, com uma configuração inicial com 20 línguas. O produto daria a opção de ver a tradução através de legendas ou por uma voz digitalizada.

Mas, quando a Cisco anunciou 61 novos produtos na última segunda-feira (9/11), o sistema de tradução não estava presente. De fato, a empresa não tem nem estimativa de quando o produto estará disponível em qualquer língua, segundo o vice-presidente e diretor geral da unidade TelePresence System Business da Cisco, Charles Stucki.

Segundo Stucki, conseguir traduções precisas é mais difícil do que a Cisco imaginava. “Nós ainda não completamos os mecanismos para saber exatamente como vamos implementar a tradução de texto para texto”, disse Stucki. “A precisão não é boa o suficiente e pode frustrar as pessoas.”

Texto original, aqui.